Uma casa que não disfarça o que é
Sítio Andorinha é uma residência para adultos maiores em Itaipava — não um hotel, não uma clínica. Uma casa com rotina, refeições na mesa e um quintal que muda com o tempo.
Voltar ao inícioComo a casa começou
O Sítio Andorinha é uma propriedade em Itaipava que passou por alguns usos diferentes ao longo dos anos antes de se tornar o que é hoje. A decisão de abrir a casa para adultos maiores em busca de moradia não veio de um plano de negócios — veio da situação concreta de uma família que precisava de um lugar assim para uma pessoa próxima e não encontrava algo que parecesse honesto.
O que faltava, na percepção de quem fundou o Sítio Andorinha, não era estrutura física. Era disposição para descrever a vida real dentro do lugar — incluindo o que não é conveniente dizer. Em Itaipava, isso inclui o inverno de verdade: neblina espessa, manhãs de três graus, geada ocasional no quintal. Parte do trabalho da casa é descrever cada estação antes que o hóspede chegue, não depois.
A residência funciona desde julho de 2021 e passou por adaptações pequenas a cada ano — sempre com base no que os moradores e suas famílias disseram que precisavam. O programa de transporte à cidade surgiu porque várias pessoas pediram. A prestação de contas mensal por escrito surgiu porque uma família perguntou como saberiam como o pai estava sem precisar ligar toda semana. O retiro de final de semana para vizinhos surgiu porque vizinhos pediram.
A casa é gerida por uma equipe pequena que mora perto ou no próprio sítio. Não é uma rede, não tem sede em outro estado, não pertence a um grupo de investimentos. Quem atende o telefone conhece o nome de cada morador.
Quem mantém a casa
Uma equipe pequena com papéis claros. Cada pessoa sabe o nome de quem mora aqui.
Mariana Alves
Coordenadora da casa
Vive em Itaipava há quinze anos. Coordena a rotina diária, as refeições e o atendimento às famílias. É quem mais frequentemente atende o telefone.
Roberto Oliveira
Manutenção e logística
Responsável pelo aquecimento, pelo quintal e pelo transporte semanal a Petrópolis. Mora no próprio sítio com a família.
Cláudia Souza
Cozinha e convivência
Cuida das refeições e dos encontros na casa. Conhece as preferências de cada morador e ajusta o cardápio com o que a estação oferece.
Como a casa funciona na prática
Padrões que se aplicam ao dia a dia — não são certificações num quadro, são hábitos da rotina.
Aquecimento verificado antes do inverno
Os aquecedores de cada quarto são testados em maio, antes do frio chegar. A lenha para os fogões é abastecida com antecedência. Não esperamos o morador sentir frio para agir.
Refeições na mesa, no horário combinado
Café às 7h30, almoço ao meio-dia, lanche às 15h e jantar às 19h. Os horários são estáveis porque os moradores pedem isso. Quem prefere comer no quarto também pode.
Relato mensal por escrito à família
Todo mês a família recebe um documento descrevendo a rotina do morador — o que comeu, como dormiu, o que fez, o que mudou. Sem precisar perguntar.
Privacidade dos moradores respeitada
Não compartilhamos informações sobre quem mora aqui com terceiros. O relato mensal vai apenas para os contatos indicados pelo próprio morador ou pela família no momento da entrada.
Transporte regular e previsível
Às terças e quintas, a casa leva os moradores que quiserem a Petrópolis e traz de volta. Não é necessário pedir com muita antecedência — basta avisar na véspera.
Sem pressão sobre permanência
Nenhum morador é pressionado a ficar mais tempo do que combinou, e nenhuma visita de família é direcionada para uma conversa sobre residência permanente. Cada pessoa decide no próprio ritmo.
Residência de convivência na serra de Petrópolis
Itaipava fica na Serra Fluminense, a cerca de 800 metros de altitude, dentro do município de Petrópolis. O clima é mais fresco que o do Rio de Janeiro em qualquer mês do ano — e bem mais frio entre junho e agosto. Para adultos maiores que vivem em cidades quentes e querem passar um período na montanha, ou que simplesmente preferem o ritmo mais calmo da serra, essa diferença de temperatura e paisagem tem um efeito real no bem-estar.
O Sítio Andorinha está na Estrada do Contorno, numa área de sítios e chácaras, com visão para o vale. A propriedade tem jardim, área coberta para estar quando chove e ambientes internos que ficam aquecidos no inverno. Não há barulho de trânsito intenso, não há vizinhança adensada.
A casa funciona com autonomia — o morador organiza sua rotina dentro do ritmo da casa, escolhe com quem conversa, participa ou não dos encontros coletivos. Há quem prefira ficar maior parte do tempo no quarto lendo, e há quem seja o primeiro a aparecer na cozinha de manhã. Os dois tipos de pessoa se sentem bem aqui, porque a casa não define um único jeito de estar.
Quer conhecer a casa antes de decidir?
Visitas são bem-vindas. Basta avisar com um dia de antecedência para garantirmos que alguém estará por aqui para mostrar os espaços.
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